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Você já sabe que carreira seguir?

Colégio Potência oferece serviço gratuito de orientação profissional para os seus alunos

Como você se sentiria se precisasse escolher o que fazer nos próximos 30 anos da sua vida? E se você tivesse apenas 16 anos, estaria preparado? É exatamente esse dilema que permeia a vida de quase todo estudante do 3º ano do ensino médio. Prestes a iniciar uma nova etapa, que pode incluir mudança de cidade e consequente afastamento da família e dos amigos, eles ainda precisam decidir em que curso investir os próximos quatro ou cinco anos.

Para facilitar essas escolhas, uma boa opção é procurar a assistência de um psicólogo e iniciar um processo de orientação profissional. O serviço, que é oferecido gratuitamente aos alunos do Colégio Potência, é realizado pela psicóloga clínica e psicanalista Sandra Moreira Gonçalves. Segundo ela, chegar aos 16 anos sem saber que profissão seguir é algo comum: “Raros são os casos em que o aluno decide o que fazer na infância ou adolescência. Qual foi a menina que nunca sonhou ser bailarina, atriz, professora ou médica? Que menino nunca pensou em ser bombeiro, policial ou jogador de futebol? A tendência é que as crianças se projetem nessas imagens que marcam a infância. Em alguns casos essa escolha se solidifica e vira profissão. Na maioria das vezes, ela é apenas o início de um processo de descobrimento”, explica.

Foto: Divulgação
Psicóloga Sandra Moreira Gonçalves

 

Para a psicóloga, a maior parte das dúvidas surge da falta de informação: “A grande maioria dos jovens inicia o processo de orientação vocacional sem informações suficientes sobre a profissão que deseja escolher. Ou pior: com informações deturpadas. Pensam no que daria emprego ou dinheiro. Mas quem garante que a profissão mais promissora neste momento continuará sendo a melhor opção de mercado daqui a cinco anos, quando eles se graduarem? Uma escolha madura e responsável vai bem além disso”, observou.

Conforme relata a psicóloga, confundir interesse com habilidade e ou se projetar em um profissional de sucesso são atitudes que, geralmente, conduzem a uma escolha errada: “Não é porque o seu dentista tem um carro bonito, uma bela casa e uma família típica de propaganda de margarina que você deve escolher a odontologia. É preciso saber se você realmente tem habilidade para isso, se você se imagina saindo para trabalhar nesta profissão pelos próximos 30 anos. Afinal, quem quer investir tanto tempo e dinheiro em algo que irá trazer, apenas, frustração?”, questiona.

O uso de testes de orientação vocacional também é desaconselhado pela psicóloga: “Hoje basta digitar no Google para ter acesso, em segundos, a uma série de testes. O problema é que eles não possuem uma base científica e não surtem um resultado satisfatório se aplicados isoladamente. Geralmente direcionam, apenas, em que área o aluno acredita ter interesse e, muitas vezes, reforçam o senso comum; não abrangem todos os fatores que constituem esse processo”, alerta.

Acertando na escolha – No Colégio Potência, a escolha da profissão é um assunto sério entre os alunos do 2º grau. O processo de orientação vocacional, direcionado, principalmente, aos alunos do 3º ano do segundo grau, é realizado pela psicóloga Sandra Moreira Gonçalves entre os meses de março e abril. No segundo semestre, é aberto o espaço, também, para os matriculados no 2º e 1º ano. As atividades são realizadas no contra turno, ou seja, sem a perda do dia letivo. Os alunos são avisados com antecedência e a participação é espontânea.

Em um primeiro momento, as atividades são realizadas em grupos formados, em média, por 20 alunos. São dois encontros com duração programada de duas horas cada. Logo depois, Sandra Moreira Gonçalves passa a uma nova etapa, a devolutiva, realizada individualmente: “Conversamos sobre o resultado e, geralmente neste momento, a maioria já sabe que curso, ou área, deseja seguir. Também busco mais informações sobre o aluno, sua família e todos os fatores que podem influenciar essa escolha. Esse é um trabalho de auto-percepção. Na devolutiva, eu traço alguns pontos da personalidade desse aluno. Perguntas simples como “Você se vê trabalhando em um local aberto ou fechado?” aguçam essa percepção. O objetivo é que o jovem decida. A gente não vem trazer resposta pronta”, pontua.

Em um segundo momento, são realizadas visitas às faculdades. Geralmente as turmas conhecem a UFMG, Ufop, UFSJ e UFV. Lá eles assistem a palestras sobre os cursos e conhecem melhor o conteúdo que será lecionado durante a graduação. O processo é finalizado com o “Por dentro da profissão”: “Esta é uma oportunidade que criamos para que os alunos visitem os locais de trabalho e conheçam um pouco da parte prática de cada profissão. Geralmente visitamos a Fundação Ouro Branco, Fórum, Vale e o Jornal CORREIO. Com este processo, nós vamos além da escolha entre humanas, exatas e biológicas. Afunilamos essas opções. Isso faz com que o aluno tenha subsídios para realizar uma escolha consciente”, finaliza.

Os alunos do Potência têm acesso gratuito ao processo de orientação vocacional, inclusive ao material utilizado. Sandra Moreira Gonçalves é psicóloga clínica e psicanalista com formação na PUC/UFMG. Com 11 anos de experiência em orientação profissional, a especialista realiza atendimentos no Colégio Potência às segundas e sextas-feiras, quintas ou domingos. Todo o serviço é custeado pelo Colégio Potência, sem ônus para os alunos.

 

Foto: Divulgação
Na primeira fase do processo de orientação profissional, os trabalhos são realizados em grupo.

 

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