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Disciplina na sala de aula: cada um cumprindo seu papel

Artigo do estudante do Potência Marlon Júnior Barbosa Marques
publicado em outubro de 2009 no jornal cultural “Conhece-te a ti mesmo”

A indisciplina é um dilema que preocupa vários educadores e escolas de todo o mundo. Ela pode afetar o desempenho de uma sala inteira, comprometendo o desempenho de todos os alunos. Algazarra durante a aula, dispersão, conversa e “bullying” são muito comuns tanto no ensino público, quanto no privado. Mas, afinal, de quem é a culpa?

Culpar somente o aluno é uma atitude extremamente radical e injusta. Há aulas em que a atmosfera é inquieta e há outras em que nem um mosquito tira a concentração dos alunos. Atribuir esse fardo ao professor também é injusto, pois a indisciplina nunca se dá por um fator isolado, e, sim, por um conjunto de vários fatores.

É importante ressaltar que cada caso é um caso. Existem alunos que não demonstram respeito algum por nenhum professor, assim como há professores que demonstram total apatia com a indisciplina. A solução não é simples como era há 30 anos: utilizar-se da força para disciplinar os alunos. Não vivemos mais em um regime ditatorial, e, sim, em um mundo predominantemente democrático, onde todos podem expressar sua opinião e devem ser respeitados. A mudança na disciplina deve começar dentro do indivíduo, e não forçada por agentes externos.

É preciso que cada parte reflita bastante sobre o seu papel na comunidade. O professor deve estar ciente da importância de seu exemplo para os estudantes, que são menos experientes. Aquele professor que somente ensina sua matéria, sem enxergar seus alunos como futuros donos da sociedade, falha em sua missão. O aprendiz também deve cumprir seu dever, aprendendo com concentração e disciplina. É fato que a humanidade jamais conseguirá alcançar a perfeição, mas tentar seguir esses princípios básicos é o melhor caminho para evitar a indisciplina, em qualquer meio.